
Te olho ainda na esperança de decobrir.
á distância definitiva de tudo que fui.
a raiz desse vento que te levou para tão longe de mim.
Está foi á ultima imagem que teve de mim.
eu subia no balanço enquanto a luz derretia eu ouvia a tua voz.
vc dizia: "não fuja sininho"
vivíamos na terra do nunca. onde não se cresce para não morrer.
tu ria de mim. e dizia que eu tinha a melancolia lancinante de uma fada ciumenta.
"não fuja sininho"
vc dizia isso muito devagar.
e depois corria por um campo de sangue.
com os pés lentos contra o lodo cor de vinho.
e eu só queria te dizer que não me chamo Sininho.
eu só queria te dizer meu nome.
mas eu já não tinha voz.

Um comentário:
óóórrr óóóóóórrrrrrrrrr
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